OUÇA – Apache, Prada, Pink

FREE PUSSY RIOT!
por Pedro Zanotto (@pedrozanot)

Passada a Primeira Guerra Mundial, a Europa descansava. A “paz” aparentemente reinava, a tecnologia dava conforto aos que podiam desfrutar dela e as grandes cidades efervesciam. Na Paris dos anos 1920, o período foi áureo e devolveu o sentimento boêmio e festeiro deixado pela Belle Époque (período que começa no fim do século XIX e vai até a eclosão da Primeira Guerra). Na moda, a suntuosidade, o exagero e o volume, ligados ao Art Nouveau, deram espaço à simplicidade, à leveza e também à androginia, decorrentes do período de escassez do pós-guerra.

Assim como a moda das ruas pode ir – e frequentemente vai – às passarelas, as danças que surgem nas ruelas das cidades também vão parar em Hollywood, na televisão, na internet… É o caso da dança “Apache” (pronuncia-se apásh), que foi das ruas de Paris ao cinema (a Moulin Rouge, por exemplo) e tem aparecido em alguns comerciais e videoclipes deste ano. A dança simula uma violenta e até grosseira discussão geralmente entre uma prostituta e seu cafetão, com movimentos bruscos, fortes, que podem até fazer um dos dançarinos voarem.
Esse vídeo, que diz ser de 1934, não tem mais muitas informações, mas a dança já vale o play.

Aí veio a versão Prada… Para o perfume Prada Candy , Léa Seydoux encarnou uma obediente aluna de piano, até que começa a dançar Apache com seu professor. O vídeo foi dirigido pelo MARAVILHOSO Jean-Paul Goude, que já fez peças para Chanel, Grace Jones, Björk e outras pérolas. A quem se interessar, há também o making of do comercial aqui

A música é “Runnin’ Wild”, cantada originalmente por Marilyn Monroe no filme ”Quanto Mais Quente, Melhor”. Detalhe para as estrofes “feeling gay, reckless too”, com o uso de “gay” para definir um estado de espírito feliz, radiante, irreverente.

Recentemente, Pink lançou seu novo vídeo, “Try”, que é uma releitura da dança Apache. O casal aparentemente vive um relacionamento conturbado e briga para decidir quem é o mais forte. A mulher já não aparece mais como frágil e indefesa e o homem revela-se sentimental e até parece chorar aos 2:20. Não vou contar o fim, porque esse foi um dos poucos vídeos que eu assisti do começo ao fim, sem parar por ser chato ou igual a todos os outros. PLAY!

Fontes: MTV, Moda e Subculturas, Cosmopolitanos.

E vem aí…

…e quem descobrir ganha meu kilt!

Boa semana!
Beijs.

Comments
3 Responses to “OUÇA – Apache, Prada, Pink”
  1. Nádia diz:

    ganharei um kilt!

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