OUÇA – Libidinagem pt. 1

FREE PUSSY RIOT!

por Pedro Zanotto (@pedrozanot)

Depois de Fado, Hercules, Santo Forte, Björk e coisa e tal, tá mais do que na hora de trazer um tema mais CALIENTE. Brincadeiras à parte, fiz uma seleção com algumas músicas, além de poemas e obras, que tenham alguma relação com erotismo, nudez, sexo e/ou amor. Gostaria também de propor alguns questionamentos sobre a vergonha e até o medo em torno desses temas, mostrando outros modos de olhar para eles. Para isso, vou usar/ousar algumas imagens do “Sex Book”, lançado pela Madonna há 20 anos atrás – quem quiser, tenho completo em pdf -, de onde vem essa imagem aí de cima. Resolvi dividir esse post em 3, para que eu possa falar mais e não maçar-te, leitor; isso quer dizer que é só libidinagem nesse e nos próximos 2 posts. Todos prontos?

AMOR É PROSA, SEXO É POESIA
Para começar, “Amor e Sexo”, da Rita Lee, porque “sexo não é amor e amor não é sexo, mas o melhor dos dois mundos é criado quando eles se unem” (primeira página do Sex Book). É interessante a naturalidade com que Rita canta sobre esses temas tão recobertos de estereótipos, esquecendo os preconceitos e tabus entranhados neles. Ela usa até algumas ironias – ou você acha que ela realmente pensa que “amor é cristão e sexo é pagão”/”amor é diviiiiiiino, sexo é animal”? Te amo Rita!

QUEM IA IMAGINAR…
Da Björk, “Cocoon”, do álbum Vespertine, de 2001. A música não é nada óbvia, mas lendo as entrelinhas, pode-se notar uma maneira carinhosa e metafórica de se abordar uma relação: “quem ia imaginar que um garoto como ele entraria levemente em mim, re-estabelecendo minha felicidade” e “ele desliza dentro, meio acordado, meio adormecido, e nós voltamos a dormir. Quando eu acordo, pela segunda vez em seus braços, maravilhosamente, ele ainda está dentro de mim”. Isso sem falar no vídeo, no qual Björk é “encasulada” por fios vermelhos que saem do seus seios. A diretora do clipe, a artista japonesa Eiko Ishioka, também foi responsável por algumas roupas da Grace Jones (como alguns figurinos da Hurricane Tour).

QUER VER MEU NERVO RÍGIDO
Ana Carolina é mulher com M maiúsculo: ela é talentosíssima, tem uma voz impecável, assumiu publicamente sua sexualidade e aborda nas suas músicas temas como ressocialização de ex-detentos (em “Cristo de Madeira”) e as consequências da ganância e problemas sociais contemporâneos (em “Nada te Faltará”). No show “Dois Quartos”, a música “Eu Comi a Madona” traz, além da polêmica do tema, os filmes da modelo americana Bettie Page no telão. Bettie foi inovadora no sentido de ter dado uma nova conotação aos conceitos vigentes nos anos 1950 em torno da sexualidade. Seus vídeos com temática bondage, sadomasoquista e fetichista eram encenados por ela e outras atrizes que reforçaram a imagem das pin-ups. Clique aqui para ver o vídeo.
SEUS LÁBIOS REFLETEM A LUZ
Conheci Peaches por “Fuck The Pain Away” e de alguma maneira cheguei a “I Feel Cream”, a música que deu nome ao álbum de 2009 e que tem uma melodia sensual na voz da maravilhosa Merrill Beth Nisker. Na versão ao vivo, a cantora liga um pisca no meio das pernas… confusione! (aproveita e dá uma olhada nos outros clipes da banda, que são uma delícia)

E por hoje é só; continua no próximo post! Se você tem alguma dica, quer o Sex Book em pdf ou tem lenços (quadrados e de seda, preferencialmente) pra me oferecer (entrei na onda do turbante e estou à procura), FALA COMIGO. Você será gentilmente respondid@. Não vou me despedir porque quinta tem mais, agora vá lá libidinar…

P.S.: hoje o álbum Vespertine – do qual a música “Cocoon” faz parte -, da Björk, completa 11 anos de lançamento! O encarte é belíssimo e foi feito pelos caras da M/M Paris, além do vestido de ganso Marjan Pejoski e das fotos por Inez & Vinoodh. Um álbum lindo para se ouvir inteiro!

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2 Responses to “OUÇA – Libidinagem pt. 1”
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  1. […] o post anterior, vim para trazer REFERÊNCIA pra você que tá passado com essa caretice. Vai […]

  2. […] as duas postadas anteriormente, com essa temática toda safadinha com amor. Não leu? Então leia a parte 1 e a parte 2. DEIXE SANGRAR Eu conheci Let It Bleed, dos Rolling Stones, através da versão gravada […]



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