TÍTULO: OUÇA – O que eu ouvi na Santo Forte

por Pedro Zanotto (@pedrozanot)

A Santo Forte é uma festa que começou em São Paulo e agora já acontece em outras cidades, com o DJ Tutu Moraes atrás da aparelhagem com o melhor da música brasileira. No último sábado (18) a festa foi para a rua, partindo da Praça Roosevelt, ainda em reformas, em direção ao centro antigo de São Paulo. Eu sabia que ia ser incrível, mas o que se sente é algo indescritível, a começar pela delicadeza e gentileza com que se é tratado em meio à multidão. Além disso, que já é o bastante para tornar tudo mais agradável, a playlist é das melhores, e me deu um fim de tarde lindo nas ruas de Sampa. Vou trazer aqui as músicas que mais me marcaram.

OJU OBÁ IA LÁ E VIA
Na Rua Cel. Xavier de Toledo, “Milagres do Povo”, que também tem uma versão da Daniela Mercury com a portuguesa Dulce Pontes.

Ô LUA BRANCA LERUÊ…
Na 24 de Maio, “Cavaleiro de Aruanda” me fez sair do corpo! A versão original
é do Ronnie Von, mas gosto dessa da Rita Ribeiro, com sua Tecnomacumba…

PRAPRAPRAPRÁ…
Também na Rua 24 de maio, começam as músicas do álbum “Tropicália ou Panis et Circenses”, de 1968, começando por Panis et Circenses, d’Os Mutantes.

NA PREGUIÇA, NO PROGRESSO, NAS PARADAS DE SUCESSO!
“Lindonéia” trouxe Nara Leão para o cortejo, bem em frente à galeria do Rock…

RETOCAI O CÉU DE ANIL!
Do mesmo álbum, Parque Industrial, de Gil, Caetano, Gal e Mutantes.

É A LUA, É O SOL…
Já nem lembro quando foi quanto tocou “A Luz de Tieta”, mas aqui vai:

CIDADE FLUORESCENTE!
“Elegibô (uma história de Ifá)”:

QUANDO EU NÃO PUDER PISAR MAIS NA AVENIDA…
Não poderia faltar “Não Deixe o Samba Morrer”, que abriu o cortejo:

DEIXA A TRISTEZA PRA LÁ
Na frente do Edifício Itália, tubas e trompetes fizeram todo mundo pular com marchinhas de carnaval… O sol já havia se posto há tempos e os semáforos iluminavam o povaréu, que não parava de dançar! Não lembro se essa música tocou, mas ela descreve o momento:

Ê SEMBA Ê, Ê SAMBA Á
Subindo a Augusta, Yayá Massemba…

Tem ainda muito mais, mas nem assim é possível descrever como foi aquela concentração de sorrisos, pés sambantes e alegria passando por lugares como o Edifício Itália, a Galeria do Rock, o Theatro Mvnicipal e o Baixo Augusta. As fotos acima são minhas, mas achei um vídeo que capta melhor a Festa em todo seu esplendor.
Uma iniciativa como essa representa um novo modo de ocupação dos espaços urbanos – especialmente os “centros antigos” -, indo contra a concepção cristalizada de centro degradado e abandonado. A mudança começa nesses atos. O Brasil está cheio de centros belíssimos só esperando pra ser palco de eventos como o Santo Forte de Rua. Que fique a ideia e um registro dessa festa linda!
AS RUAS SÃO PARA DANÇAR! SARAVÁ!

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