OUÇA: Miscelânea da Jamaica à Ucrânia

FREE PUSSY RIOT!
por Pedro Zanotto (@pedrozanot)

Vamos ver quem reconhece esse lugarzinho mágico escondido no Mar do Caribe…

Pra começar, “Jamaica”, da banda australiana Van She. A versão original já é gostosíssima, mas descobri, num dos sets dos DJ francês-californiano Zimmer, um remix do Plastic Plates que é puro amor:

Depois achei outros remixes incríveis do Plastic Plates: “Friends”, do Sneaky Sound System (merecem um post só deles!) e “Sky”, dos padroeiros do electro-pop The Human League.


Van She também tem várias outras gostosuras: separei “Beat of The Drum” e “Idea of Happiness” (como não amar essas capas?).


Aí lembrei da Tina! Clementina de Jesus é uma sambista que acompanhou o crescimento do carnaval carioca. Neta de escravos, ela carrega influências dos “jongos”, música africana como o masemba e o semba, que dizem ser o embrião do samba brasileiro. Ouçam “Marinheiro Só”, do Caetano. SALVE CLEMENTINA!

Falando em África, já gosto há tempos da banda portuguesa-angolana Buraka Som Sistema, desde que os vi cantando “Buffalo Stance” (cover da Neneh Cherry) pra campanha de 50 anos da Doctor Martens. Para mim, eles fazem parte dessa mistura contemporânea de ritmos regionais com a música eletrônica, e isso é delicioso! (tem também a Angélique Kidjo com “Batonga”, pra quem gostou) Buraca é o nome de uma região da periferia de Lisboa, e o conceito de sound system vem da Jamaica. Separei a versão ao vivo de Kalemba (Wegue Wegue). Sente a energia desse povo, é contagiante! “EU QUERO OUVIR BARUUUULHO!”

Aí numa tarde qualquer, me deparo – com a ajuda do queridíssimo O. Casagrande! – com essa montação mucho crazy ucraniana do The Hardkiss. A vocalista tem um ar meio Daphne Guinness, rola até uns cristais na cara, meio Björk no clipe de “Oceania”!

A banda é formada por 4 pessoas de nomes semi-impronunciáveis, sendo que o baterista me remeteu às loucurinhas do Oskar Schlemmer e seus figurinos do Balé Triádico, no fervor da Bauhaus do início do século passado, veja aí uma remontagem dos anos 70:

Aí eles aparecem com aquelas maquiagens coloridíssimas e logo lembrei do Abravana, movimento criado aqui em São Paulo pelo artista plástico Rick Castro. O termo veio do episódio do sequestro de Patrícia Abravanel, filha do Silvio Santos (sim!), quando depois de ser solta, pregou o amor (inclusive aos sequestradores), levando Rick a criar o Abravana, que já virou até estampa pra Amapô:

Com muita cor, glitter e baseado no amor, na liberdade e no NÃO-JULGAMENTO, o movimento tem uma identidade visual incrível e isso foi uma das coisas que me trouxe a São Paulo (acredite!). Bora fazer uma intervenção abravanada em PoA?

Tô preparando uma rádio pra quem é belíssima, aguardem!
Enquanto isso, fiquem com THE BOOK IS ON THE TABLE, com Rick Castro, Dudu Bertholini, FKawallys & muito mais > RES PEITO!

Muah!

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